RIR além da capa de chuva: case de celular e protetor para sapatos
Durante o primeiro fim de semana, incluindo esta segunda (07/09), o tempo está completamente instável, com chuva a qualquer hora
O frio e a chuva fizeram muita gente esconder o figurino pensado quase o ano inteiro para o Rock in Rio. Até os convidados com acesso a áreas fechadas, estandes e ativações precisaram incluir a capa no visual, afinal, na hora dos shows, é debaixo d’água mesmo (100% da experiência).
Durante o primeiro fim de semana, incluindo esta segunda (07/09), o tempo está completamente instável, com chuva a qualquer hora e um frio quase congelante para os padrões cariocas. A Cidade do Rock virou um mar de capas, com poças, tênis encharcados e ambulantes cobrando de R$ 25 a R$ 30 – há relatos de quem pagou até R$ 60 -, na entrada, por um item que normalmente custa, no máximo, R$ 10.
Nas redes, de um lado, os prevenidos, que apareceram com botas no joelho, galochas combinando com capas cor-de-rosa, protetores impermeáveis para os sapatos — ah, que inveja! — e até capinhas estanques para o celular. Do outro, os despreparados que nunca acreditam que o Rio possa permanecer tantos dias debaixo de chuva e frio.
A capa ainda teria ajudado uma visitante numa situação inusitada. Segundo publicação nas redes, ela evitou o furto de uma bolsa que carregava junto ao peito, protegida sob o plástico, já na saída do evento. O homem teria tentado empurrá-la; ela o empurrou de volta e ele foi embora. Impermeável e antifurto?
A previsão divulgada antes do festival apontava chuva nos quatro dias, com o domingo especialmente molhado e temperaturas entre 16 °C e 20 °C. O aplicativo oficial também enviou alertas. Guarda-chuva não pode entrar no evento, embora alguns tenham sido vistos por ali. Para quem deixou a compra para a última hora, uma saída é pedir a capa por aplicativo. Talvez não chegue nada tão moderno quanto os modelos vistos, mas há farmácias que vendem capas plásticas descartáveis para tintura de cabelo. Não foram criadas para enfrentar um temporal, é verdade, mas, na emergência, se cobre, já ajuda. Outra opção é o estante de produtos oficiais do festival que vende por R$ 10.
Outro possível efeito colateral desse primeiro fim de semana é a chamada “festival flu”, a gripe de festival, dado ao pacote de tosse, coriza, dor de garganta, febre e cansaço que costuma aparecer depois de grandes eventos. Não é a chuva que transmite vírus, claro, mas a aglomeração, somada a pouco sono, gritaria, álcool, desidratação desgaste físico e “otras cositas más”, como em quase todo carnaval carioca.
A propósito, a Fundação Cacique Cobra Coral disse que não atuou para afastar a chuva do festival porque não teve qualquer acordo com os organizadores, mesmo assim recebeu mais de 2 mil pedidos para interferir no clima. A médium está com a energia nos reservatórios do Sudeste.







