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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

RIR além da capa de chuva: case de celular e protetor para sapatos

Durante o primeiro fim de semana, incluindo esta segunda (07/09), o tempo está completamente instável, com chuva a qualquer hora

Por Daniela 7 set 2026, 14h57 | Atualizado em 7 set 2026, 16h23
Mulher sorridente com capa de chuva amarela em festival noturno. Ela usa top preto e um celular em capa protetora pendurado no pescoço. Ao fundo, palco iluminado com luzes coloridas e uma multidão, sob um céu escuro e chuvoso
Capa estanque também foi lembrada por alguns  (./Reprodução)
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Multidão de pessoas em um evento ao ar livre, usando capas de chuva transparentes, amarelas, azuis e roxas, em um dia chuvoso. O chão está molhado, refletindo as pessoas e o céu cinzento. Algumas pessoas tiram fotos com seus celulares, enquanto outras caminham sobre a grama verde e o asfalto. Um objeto vermelho aparece no canto inferior direito
O mar de capas de chuva (./Reprodução)
Pés de duas pessoas usando protetores de sapato transparentes sobre tênis, em um piso de madeira molhado com respingos de água
Protetor para sapatos foi invejado por muitos (./Reprodução)

O frio e a chuva fizeram muita gente esconder o figurino pensado quase o ano inteiro para o Rock in Rio. Até os convidados com acesso a áreas fechadas, estandes e ativações precisaram incluir a capa no visual, afinal, na hora dos shows, é debaixo d’água mesmo (100% da experiência).

Durante o primeiro fim de semana, incluindo esta segunda (07/09), o tempo está completamente instável, com chuva a qualquer hora e um frio quase congelante para os padrões cariocas. A Cidade do Rock virou um mar de capas, com poças, tênis encharcados e ambulantes cobrando de R$ 25 a R$ 30 – há relatos de quem pagou até R$ 60 -, na entrada, por um item que normalmente custa, no máximo, R$ 10.

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Nas redes, de um lado, os prevenidos, que apareceram com botas no joelho, galochas combinando com capas cor-de-rosa, protetores impermeáveis para os sapatos — ah, que inveja! — e até capinhas estanques para o celular. Do outro, os despreparados que nunca acreditam que o Rio possa permanecer tantos dias debaixo de chuva e frio.

A capa ainda teria ajudado uma visitante numa situação inusitada. Segundo publicação nas redes, ela evitou o furto de uma bolsa que carregava junto ao peito, protegida sob o plástico, já na saída do evento. O homem teria tentado empurrá-la; ela o empurrou de volta e ele foi embora. Impermeável e antifurto?

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A previsão divulgada antes do festival apontava chuva nos quatro dias, com o domingo especialmente molhado e temperaturas entre 16 °C e 20 °C. O aplicativo oficial também enviou alertas. Guarda-chuva não pode entrar no evento, embora alguns tenham sido vistos por ali. Para quem deixou a compra para a última hora, uma saída é pedir a capa por aplicativo. Talvez não chegue nada tão moderno quanto os modelos vistos, mas há farmácias que vendem capas plásticas descartáveis para tintura de cabelo. Não foram criadas para enfrentar um temporal, é verdade, mas, na emergência, se cobre, já ajuda. Outra opção é o estante de produtos oficiais do festival que vende por R$ 10.

Outro possível efeito colateral desse primeiro fim de semana é a chamada “festival flu”, a gripe de festival, dado ao pacote de tosse, coriza, dor de garganta, febre e cansaço que costuma aparecer depois de grandes eventos. Não é a chuva que transmite vírus, claro, mas a aglomeração, somada a pouco sono, gritaria, álcool, desidratação desgaste físico e “otras cositas más”, como em quase todo carnaval carioca.

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A propósito, a Fundação Cacique Cobra Coral disse que não atuou para afastar a chuva do festival porque não teve qualquer acordo com os organizadores, mesmo assim recebeu mais de 2 mil pedidos para interferir no clima. A médium está com a energia nos reservatórios do Sudeste.

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