Sessão do doc “Fôlego” sobre o diretor Jorge Fernando. Fotos!
O doc explora as histórias de Jorge Fernando, da atriz Hilda Rebello — avó de Maria Carol — e de seu irmão, João Rebello, assassinado em 2024
Candé Salles para mostrou o documentário “Fôlego – Até Depois do Fim”, dirigido por ele, sob roteiro da atriz Maria Carol Rebello, no terraço da PRIO, na Praia de Botafogo, para mostrar o documentário “Fôlego – Até Depois do Fim”, dirigido por ele e com roteiro da atriz Maria Carol Rebello, sobrinha de Jorge Fernando. No filme, o luto, a resiliência e a memória familiar através da arte.
O documentário explora as histórias de Jorge Fernando, da atriz Hilda Rebello — avó de Maria Carol — e de seu irmão, o multiartista João Rebello, assassinado por engano em 2024. Foi aí que coemçou o roteiro, como a própria Maria Carol contou à coluna.
No telão, depoimentos de nomes como Xuxa, Claudia Raia, Ney Matogrosso, Tony Ramos, Mariana Ximenes, além de muitos amigos de Jorge, para muitos alguém eterno em suas vidas.
É Candé quem conta: “Conheci John Woo (João Rebello) quando eu tinha 20 anos, e logo nos tornamos melhores amigos. Ele tinha feito algumas novelas como ator, depois virou diretor e ainda DJ Vunje — e dos bons. Fizemos incontáveis festas juntos. As melhores foram no apartamento de Copacabana onde ele morava com a avó Hilda. Logo pela manhã (porque virávamos a noite dançando), tinha a maravilhosa aparição da vó Hilda, que, ao acordar, se deparava com a festa acontecendo. Logo conheci Jorginho e seu jeito Claudia Raia de ser. Ele era luz e alegria! Quando Jorginho se foi, logo pensei com Woo na ideia de fazer um filme, que não andou, e depois da tragédia que aconteceu com Woo procurei Maria Carol Rebello e, juntos, criamos esse filme para homenagear essa família tão especial. Esse filme me fez perceber que os Rebellos têm alma de uma família de circo, onde todos trabalham e se divertem juntos. Uma família diferenciada, onde a matriarca (Hilda) começa sua carreira aos 66 anos e o tio (Jorge) vira o maestro principal do circo. Jorge levou todos da família para trabalhar com ele, dirigiu 25 novelas na Rede Globo, alguns filmes e muitas peças de teatro. Eles respiravam arte, e isso sempre me inspirou. É um filme independente, feito com muito amor e muita dor. Chorei todos os dias filmando e editando. Fiz para Maria. Dedico a João. Com as armas de Jorge e o carisma de Hilda, aprendi que devemos curtir a vida a cada momento, porque nunca saberemos quando será o fim”.







