Imagem Blog

Lu Lacerda

Por Lu Lacerda Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Jornalista apaixonada pelo Rio

TSE reforça: igreja não pode virar comitê eleitoral

Segundo a Corte, não existe oficialmente a figura jurídica do “abuso de poder religioso”, mas, dependendo do caso, pode configurar abuso político

Por Daniela 21 Maio 2026, 12h00 | Atualizado em 21 Maio 2026, 12h54
Homem negro de terno cinza e gravata listrada discursa em púlpito de madeira, apontando para a plateia lotada de uma igreja com banners "Igreja Evangélica Vitória em Cristo" e cartazes "Vote em Mim", "Pastor Candidato", "Seu voto faz a diferença" e "Candidato à Câmara"
 (IA/Reprodução)
Continua após publicidade
TSE reforça: igreja não pode virar comitê eleitoral Priorizar nos meus resultados Google

No Brasil, política e religião virou algo codependente, mas o TSE resolveu lembrar que uma coisa é o candidato aparecer no culto e rezar, ficar falando o nome de Deus enquanto comete as maiores cretinices, outra é transformar o púlpito em palanque com cabo eleitoral ungido e manteve, nessa quarta (20/05), a punição contra políticos de Votorantim (SP) que receberam apoio explícito de uma igreja durante as eleições de 2024.

Segundo a Corte, não existe oficialmente a figura jurídica do “abuso de poder religioso”, mas, dependendo do caso, a estrutura da igreja pode sim configurar abuso político ou econômico. No caso citado, a prefeita Fabíola Alves, o vice Cezar Silva e o vereador Pastor Lilo participaram de um culto da Igreja do Evangelho Quadrangular onde foram apresentados como “os escolhidos da temporada”, com o pastor dizendo que estavam “fechados” com os candidatos, com oração coletiva pela eleição e um projeto para eleger “120 vereadores”.

O ministro Antonio Carlos Ferreira disse que:  “Esse conjunto de declarações afasta qualquer pretensão de que o evento tivesse caráter exclusivamente espiritual, demonstrando, ao contrário, que a estrutura e a autoridade religiosas foram deliberadamente instrumentalizadas como plataforma eleitoral”.

O Rio conhece bem essa fronteira entre altar e urna eletrônica: o  ex-prefeito Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal, já enfrentou questionamentos e investigações envolvendo aproximação entre religião e campanha, em 2020. Mais recentemente, o pastor Silas Malafaia voltou ao centro do debate ao receber políticos em culto no Rio, incluindo Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro e Marcelo Crivella, em evento que virou alvo de representação por suposta propaganda antecipada. Teve oração no altar, discursos políticos e demonstrações públicas de apoio eleitoral.

Continua após a publicidade

O curioso é que o TSE tenta garantir liberdade religiosa sem deixar que templos virem extensões oficiais de campanha, mas como sabido, a base evangélica só cresce no país.

 

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com anúncios e produtos. Ao lado do celular, um ícone de árvore verde-limãoMão segurando um smartphone com tela branca exibindo notícias e produtos. À esquerda, texto verde e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. No canto superior direito, um ícone de árvore verde
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 32,90/mês