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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

“Uma Vida de Amizade”: peça começou em conversa de bar

"A gente queria falar sobre temas do universo feminino – sem ser feminista. Foi o mundo conspirando a favor”, explica Pfeifer

Por Daniela 8 Maio 2026, 14h20 | Atualizado em 8 Maio 2026, 16h21
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Silvia Pfeifer, Helena Fernandes e Adriana Garambone  (Nil Caniné/Divulgação)
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Depois de 10 mil espectadores em Portugal (passando por Braga, Porto, Estoril, Águeda e Espinho), Silvia Pfeifer, Helena Fernandes e Adriana Garambone chegam ao Teatro Fashion Mall, neste sábado (09/05), com o espetáculo “Uma Vida de Amizade”, de Gustavo Pinheiro, sob direção de Fernando Philbert.

Além de atriz, Silvia também assina a produção da peça e conta que a ideia começou de um jeito bem carioca: conversa de mesa de bar depois do teatro. “Nós três assistimos a uma peça dirigida pelo Philbert no Planetário, com Paulo Gorgulho e César Mello. Depois fomos jantar e começamos a falar sobre assuntos gerais da vida, coisas que aconteceram… Aí o Philbert falou: ‘Pô, isso que vocês estão falando já dá uma peça’. Depois ele voltou no assunto e sugeriu falarmos com o Gustavo Pinheiro, que achou tudo uma loucura”.

A história acompanha três amigas que foram modelos e dividiram sonhos e um conjugado em Paris e fizeram o combinado de se encontrar uma vez por ano. Desta vez, Gilda (Pfeifer) recebe as amigas em casa com os dois braços quebrados e sem conseguir administrar o bufê do qual é dona. Yasmin  (Garambone) tenta sempre equilibrar os lados das situações, embora mude de opinião com certa facilidade. Já Renée (Fernandes) é do tipo que nunca perde a chance de julgar discretamente — ou nem tão discretamente assim. Entre memórias da carreira, amores, frustrações e surpresas da maturidade, a peça fala sobre envelhecer sem transformar isso em tragédia.

“Eu publiquei uma foto das três num show do Djavan, na praia de Copacabana, há uns dois anos, e aquilo chamou a atenção do Gustavo no Instagram. Ele já tinha a ideia de escrever sobre três amigas, mas não éramos nós. A foto mexeu com ele. Depois sentamos para conversar, contamos várias histórias e ele acabou mudando muita coisa do texto, colocando situações nossas ali. Como a gente queria falar sobre temas do universo feminino – sem ser feminista – mas femininas, ele acabou mudando muita coisa e colocou coisas que a gente tinha falado, escrevendo pra gente. Foi o mundo conspirando a favor”, explica Pfeifer.

“Eu queria escrever sobre o envelhecimento feminino a partir do olhar de três mulheres que tivessem sido modelos, mas era uma ideia guardada. Quando vi a foto delas, pensei: ‘Caramba, elas são minhas personagens’. Printei a imagem e guardei. Dois dias depois, o Philbert me liga dizendo que eu precisava conhecer Silvia, Helena e Adriana. Aí pensei: realmente tinha que ser”, completa Gustavo.

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