Exclusivo: Os desafios e bastidores dos visuais de Equilibrivm II
Felipe Britto, sócio da produtora responsável pelo projeto, contou para VEJA RIO como foi todo o processo
Quem assistiu os viuais de Equilibrivm II, da cantora Anitta, não imagina todos os desafios e bastidores para colocar uma produção tão grandiosa e bem executada no ar a tempo. Entre a primeira reunião do projeto e a divulgação foram menos de 30 dias e o produto final só chegou ao Multishow no mesmo dia da exibição.
“Tivemos uma pré-produção de duas semanas, três dias intensos de gravação com cerca de 16/17 horas e mais uma semana de pós produção, que é uma loucura para um conteúdo desse tamanho”, confidencia Felipe Britto, sócio-fundador da Ginga Pictures, empresa responsável pela produção e direção.
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Em entrevista exclusiva para VEJA RIO, o executivo afirma que o fato de trabalhar cerca de 10 anos com a artista foi fundamental para o resultado acontecer com esta qualidade e em tempo recorde. A Ginga também foi responsável pelos clipes de Aceita, Boys Don’t Cry, Funk Generation – Baile Funk – Experience e até do documentário Larissa: O outro lado de Anitta.
A confiança no trabalho ajudou em todo o processo. Britto lembra inclusive a mudança que a artista teve ao longo desses anos: “Antigamente ela ficava mais em cima de tudo, mas acho que agora ela está dando mais liberdade pra criarem e executarem. Mas obviamente que ela sabe onde quer chegar”.
Ele destaca que não é incomum Anitta pedir para fazer algo que não estava programado quando já está nas gravações e se impressiona como sempre o resultado fica incrível. “As músicas pra ela têm um sentimento. É uma coisa quase sensorial, tem cor, cheiro e forma”, explica.
Os desafios para esse novo projeto porém não se resumiram ao tempo. Tocar em temas sensíveis como, por exemplo, religiosidade sempre causa certa apreensão. Para o produtor o fundamental foi o fato do álbum trazer muito da realidade de Anitta, que frequenta o Candomblé.
Também, além de trazer os indígenas para para a faixa Oke, foram eles os responsáveis pelas pinturas corporais. “Existiu a preocupação de levar de uma forma real, de não parecer apropriação cultural”, completa.
O resultado final valeu todo o esforço e dedicação. Os visuais foram aclamados por público e crítica. Mas Felipe Britto lembra que antes mesmo já existia uma sensação interna de que tinham feito um excelente trabalho. Na memória tem marcado inclusive quando Anitta recebeu o primeiro corte do trabalho fechado e se emocionou.







