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Otavio Furtado

Por Otavio Furtado, jornalista e consultor de diversidade & inclusão Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO

Exclusivo: Os desafios e bastidores dos visuais de Equilibrivm II

Felipe Britto, sócio da produtora responsável pelo projeto, contou para VEJA RIO como foi todo o processo

Por otavio_furtado Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jul 2026, 10h21 | Atualizado em 29 jul 2026, 14h52
Anitta com um top de cabaças e saia de palha, com a mão na testa, em um set de filmagem com homens ao redor, um deles apontando para a frente
Processo de produção teve menos de 30 dias (Patrick Marinho/Divulgação)
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Quem assistiu os viuais de Equilibrivm II, da cantora Anitta, não imagina todos os desafios e bastidores para colocar uma produção tão grandiosa e bem executada no ar a tempo. Entre a primeira reunião do projeto e a divulgação foram menos de 30 dias e o produto final só chegou ao Multishow no mesmo dia da exibição.

“Tivemos uma pré-produção de duas semanas, três dias intensos de gravação com cerca de 16/17 horas e mais uma semana de pós produção, que é uma loucura para um conteúdo desse tamanho”, confidencia Felipe Britto, sócio-fundador da Ginga Pictures, empresa responsável pela produção e direção.

+ Como Anitta fez do terreiro a maior obra de arte do pop nacional

Em entrevista exclusiva para VEJA RIO, o executivo afirma que o fato de trabalhar cerca de 10 anos com a artista foi fundamental para o resultado acontecer com esta qualidade e em tempo recorde. A Ginga também foi responsável pelos clipes de Aceita, Boys Don’t Cry, Funk Generation – Baile Funk – Experience e até do documentário Larissa: O outro lado de Anitta.

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A confiança no trabalho ajudou em todo o processo. Britto lembra inclusive a mudança que a artista teve ao longo desses anos: “Antigamente ela ficava mais em cima de tudo, mas acho que agora ela está dando mais liberdade pra criarem e executarem. Mas obviamente que ela sabe onde quer chegar”.

Ele destaca que não é incomum Anitta pedir para fazer algo que não estava programado quando já está nas gravações e se impressiona como sempre o resultado fica incrível. “As músicas pra ela têm um sentimento. É uma coisa quase sensorial, tem cor, cheiro e forma”, explica.

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Três pessoas em um ambiente colorido. À esquerda, um homem de camiseta preta e cabelo grisalho. No centro, uma mulher com um cocar de abóbora e morangos, segurando uma câmera. À direita, um homem de cabelo comprido e terno preto, ajustando a câmera. Ao fundo, uma decoração vibrante com tons de vermelho e verde
Produtor destaca que Anitta sabe exatamente o que púbico quer ver (Patrick Marinho/Divulgação)

Os desafios para esse novo projeto porém não se resumiram ao tempo. Tocar em temas sensíveis como, por exemplo, religiosidade sempre causa certa apreensão. Para o produtor o fundamental foi o fato do álbum trazer muito da realidade de Anitta, que frequenta o Candomblé.

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Também, além de trazer os indígenas para para a faixa Oke, foram eles os responsáveis pelas pinturas corporais. “Existiu a preocupação de levar de uma forma real, de não parecer apropriação cultural”, completa.

O resultado final valeu todo o esforço e dedicação. Os visuais foram aclamados por público e crítica. Mas Felipe Britto lembra que antes mesmo já existia uma sensação interna de que tinham feito um excelente trabalho. Na memória tem marcado inclusive quando Anitta recebeu o primeiro corte do trabalho fechado e se emocionou.

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