Rio é segunda cidade mais visitada no mundo por usuários de aplicativo gay
Grindr apresenta dados sobre comportamento dos usuários mundo afora
Que o Rio de Janeiro é um dos destinos mais desejados pelo público gay do mundo inteiro não é novidade. Mas um levantamento do aplicativo de paquera Grindr confirma isso, mostrando que a cidade é a segunda mais procurada por seus usuários, atrás apenas de Paris.
Aliás o Brasil é o único país a colocar duas cidades dentro do top 5. São Paulo aparece na quinta colocação, precedida por Nova York (terceiro lugar) e Bangkok (quarto lugar).]
Os dados levantados pela plataforma entregam ainda um estudo comportamental do público gay. Cidades como Taipei, Milão e Atenas despontam hoje como as grandes capitais da paquera, liderando o envio diário de mensagens.
Já o imediatismo contemporâneo ganha contornos muito definidos com a funcionalidade Right Now — aquele botão que marca quem está procurando encontro para aquele exato momento, projetado para quem não tem a menor paciência para enrolação. Parece que o sangue latino fala mais alto nessa hora, com Lima, Caracas e Buenos Aires liderando o uso.
Voltando os olhos para o Brasil, a economia da diversidade evolui a galope e exige respeito. O chamado pink money não se resume mais ao antigo estereótipo do indivíduo focado exclusivamente no luxo de curto prazo. A comunidade está envelhecendo, adquirindo imóveis, planejando a aposentadoria e investindo na constituição familiar. Ignorar ou hostilizar esse perfil tem um preço letal: o preconceito e a exclusão da comunidade custam absurdos 94,4 bilhões de reais anuais ao Produto Interno Bruto brasileiro.
Felizmente, a vocação cosmopolita do Rio de Janeiro atropela o retrocesso. Com a 31ª Parada do Orgulho LGBTI+ marcada para 22 de novembro de 2026, defendendo o tema “Reconhecemos justa toda forma de amor e de existência e lutando pelo avanço da lei do casamento igualitário, a expectativa é injetar até 30 milhões de reais apenas em impostos municipais.
O mundo gay se move de forma implacável, sem fronteiras e com uma intolerância justíssima a tudo que soa forjado para turista ver. Com a Cidade Maravilhosa consolidada no epicentro dessas preferências internacionais, a conexão livre e lucrativa já opera a todo vapor.
Texto feito com auxílio de Thiago Machado





