‘Temos que trabalhar a segurança’, afirma novo executivo do Galeão
Diretor-presidente da Aena, empresa que acaba de assumir a operação, explica como quer coibir oferta ilegal de transporte no aeroporto
Uma das principais queixas dos usuários do aeroporto Galeão, o assédio de motoristas ilegais no desembarque, será um dos desafios da Aena, operadora aeroportuária que acaba de assumir a gestão do complexo. O assunto foi um dos temas de coletiva realizada nesta terça (13).
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“Infelizmente não é um ponto exclusivo do Rio de Janeiro. Acontece em todos os aeroportos que têm potencial turístico relevante. Temos que trabalhar a segurança, com todos os corpos policiais, para fazer uma coordenação de recursos para que o passageiro se sinta seguro no meio de acesso”, explicou Santiago Yus, diretor-presidente da Aena Brasil.
O executivo ainda comentou sobre a possibilidade de reabertura do Terminal 1, fechado há quase dez anos: “Se a gente chegar aos 37 milhões de passageiros depois de amanhã, vamos abrir tudo. Não faz muito sentido fazer grandes grandes infraestruturas sem ter a participação maior de companhias aéreas”.
Aumento de oferta e foco nas low costs
Apesar da capacidade de 37 milhões de passageiros/ano, a perspectiva de fechamento de 2026 é de 19,4 milhões. A nova administração enxerga nessa diferença potencial de crescimento e busca atrair novas companhias aéreas e rotas para o aeroporto.
“O Galeão já é umas das principais portas de entrada do Brasil e com grande potencial de crescimento. Já temos 50% dos passageiros internacionais de companhias low cost, que é uma forma de democratizar e fazer com que mais pessoas possam voar”, enfatiza Yus.
A fala do representante da Aena foi corroborada pelo Ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França: “Queremos mais companhias aéreas operando no Brasil, como uma de baixo custo que poderá inserir uma nova camada de brasileiros no serviço de transporte aéreo no país”.
Atualmente, já operam três aéreas sul-americanas que vendem passagem de baixo custo: Flybondi, JetSmart e Sky Airline.
Expansão internacional alavancará conexões domésticas
O anúncio do principal hub internacional da Gol no Galeão é um dos fatores que mais impulsionaram a projeção de crescimento do aeroporto. E a perspectiva é que mais companhias aéreas aumentem a operação.
“A retomada dos voos internacionais reforça a conectividade doméstica. O Brasil precisa fomentar outro aeroporto internacional além de Guarulhos, e é o Galeão”, explica Tiago Feirstein, diretor-presidente da Anac.
Só para a temporada de verão haverá aumento na frequência de 12 destinos internacionais e 18 domésticos.
Atração de investimentos externos
A chegada da Aena traz ainda mais possibilidades para crescimento do aeroporto Galeão. Com a expertise da maior empresa do ramo em número de passageiros no mundo – são 467 milhões por ano nos 46 aeroportos administrados em 5 países, o complexo terá mais facilidade de negociação com fornecedores e parceiros.
Alguns resultados já são tangíveis, como o investimento calculado de R$ 1 bilhão por terceiros que irá gera mais de 3.800 empregos. Entre os destaques estão a abertura de um hotel de bandeira internacional dentro do aeroporto, a instalação de um centro de teste da BYD no complexo, assim como a implementação de um galpão de logística da Hire Capital e um hangar de manutenção de aeronaves da Gol.






