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Otavio Furtado

Por Otavio Furtado, jornalista e consultor de diversidade & inclusão Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO

Telmont, a maison francesa que desafia o status quo da região de Champagne

Vinícola demonstra que é possível servir um produto de qualidade com consciência sustentável

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 abr 2026, 19h21 | Atualizado em 16 abr 2026, 23h51
Champagne Tailmon
Maison Telmon aposta em produção sustentável (Divulgação/Divulgação)
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Das janelas do Janeiro Hotel, no Leblon, a vista para o mar do Leblon emoldurava um encontro que pouco tinha a ver com a badalação óbvia que costuma cercar os grandes nomes de Champagne. Hugo Bettarel, representante da Telmont no Brasil, não fala como um executivo interessado apenas em volume de vendas, mas com o entusiasmo de quem descobriu que o futuro do vinho – e talvez do planeta – não reside na ostentação de grandes embalagens, mas na saúde do solo.

O almoço de da maison francesa no Rio de Janeiro foi um exercício de transparência. Enquanto as taças eram servidas, o que se via não era apenas a perlage fina e frescor; mas o resultado de uma escolha ecológica que tem atraído olhares (e investimentos) de gente como Leonardo DiCaprio. Fundada em 1912 e hoje parte do grupo Rémy Cointreau, a marca resolveu desafiar o status quo de uma das regiões mais tradicionais da França.

O modelo é sustentável, sem greenwashing. A começar pelo óbvio, com o desenvolvimento da garrafa mais leve do mercado, pesando apenas 800 gramas (100 a menos que o padrão). “Nossa garrafa é feita com 87% de vidro reciclado. E nada viaja de avião. É 100% por navio para diminuir a pegada de carbono”, explicou Bettarel.

Outra decisão audaciosa foi o fim das gift boxes. “O melhor pacote é pacote nenhum”, disparou justificando a ausência das pesadas caixas de presente. Só essa eliminação de cartuchos e plásticos reduziu em 8% a pegada de carbono de cada unidade.

Na taça, o compromisso orgânico — hoje em 72% das áreas, com meta de 100% até 2031 — se traduz em vivacidade. O mercado e a crítica internacional têm recebido o rótulo com elogios rasgados à sua tensão e mineralidade. Não é um champagne confortável e carregado no açúcar, mas um vinho com arestas, fresco e elétrico.

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Bettarel contou ainda um detalhe técnico que mostra o custo da integridade: para manter o selo orgânico em vinhedos tão próximos aos de vizinhos que usam químicos, a casa sacrifica linhas inteiras de videiras nas bordas para servirem de escudo.

Um compromisso com a excelência do produto e, ao mesmo tempo, com a preservação para as próximas gerações. Um convite à brindes mais conscientes. Tim-tim!

* Texto do colaborador Thiago Machado

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