Amaro Freitas exibe seu jazz desconstruído de graça no Centro

O pianista pernambucano tempera o gênero com sotaques nordestinos no Espaço Cultural BNDES

Por Carol Zappa 26 ago 2017, 14h47 | Atualizado em 26 ago 2017, 14h47
Amaro Freitas
Amaro Freitas: piano de sotaque arretado (Jao Vicente/Divulgação)

Ventos do novo jazz brasileiro sopram do Recife. Vencedor do Prêmio MIMO Instrumental de 2016 e uma das grandes revelações do festival, o pianista pernambucano Amaro Freitas, de 26 anos, esbanja talento e frescor à frente do trio formado com o baixista Jean Elton e o baterista Hugo Medeiros. No álbum de estreia, Sangue Negro, o instrumentista desconstrói o gênero que adotou, adicionando temperos nordestinos de frevo, maracatu e baião, sob influências declaradas do compositor Capiba (1904-1997) e da Spok Frevo Orquestra. A apresentação gratuita no Centro é uma oportunidade atraente: as sessões ao vivo do grupo são prato cheio para o improviso. Espaço Cultural BNDES. Avenida República do Chile, 100, Centro. Quarta (30), 19h. Grátis.

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