Os caminhos para enfrentar, com resiliência, as mudanças climáticas
Poder público, sociedade civil e iniciativa privada precisam se integrar neste momento, apontam especialistas em fórum de VEJA RIO
Não basta apenas conservar, mas sim, restaurar áreas desmatadas na cidade ao longo dos séculos para que a cidade do Rio de Janeiro possa enfrentar os desafios da mudança climática nos próximos anos.
Essa é a percepção da secretária municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro no período de 2023 a 2026 e atual vereadora da cidade, Tainá de Paula, que integrou o segundo painel da 1ª. edição do fórum VEJA RIO + Verde, nesta quinta (25), no Grand Hyatt, na Barra.
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Mediado pela repórter Natália Boere, a mesa debateu o tema Soluções Mais Verdes: Como Preparar o Rio para os Desafios Ambientais.
Na visão da vereadora, o Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática do Rio de Janeiro representa uma virada de chave na estratégia de enfrentamento da mudança no clima.
“No contexto dos alagamentos, ter mais árvores na cidade vai além da questão estética. Embelezar a cidade e pensar árvores na cidade do ponto de vista do agrupamento das novas áreas verdes é importante, mas enfrentar as ondas de calor até 2030, até 2050, é a nossa meta”, contextualizou.
Integrante do painel, a fundadora do Movimento Menos1Lixo, Fe Cortez contou para o público que se engajou na pauta ambiental ao ver um documentário e perceber que o mar, onde sempre mergulhou, teria mais plástico que peixe se não houvesse uma mobilização mundial para frear o consumo e ampliar o descarte correto desse material.
Por isso, ela defendeu a aplicação de multas para quem não adotar a separação correta do lixo, a exemplo do que ocorre em outros países.
“Se a gente não tem como criar um benefício, que a gente implemente multa gradual, de acordo com o bairro onde a pessoa more. E que leve infraestrutura para lugares onde a coletiva seletiva ainda não chega”, afirmou.
A ativista contou que ao se envolver com a causa ambiental, decidiu que gostaria de fazer algo que não dependesse apenas de indústrias e governo, começando pela utilização de um copo não-descartável, dobrável e fácil de carregar. O hábito influenciou anônimos e famosos.
“A sustentabilidade, a agenda ambiental, a pauta climática é a agenda da vida. É dela que depende a economia, o bem-estar, a saúde. No final das contas, as decisões são tomadas por indivíduos”, avaliou.
Fazendo coro a esse raciocínio, a head de ESG da TIM Brasil, Anna Carolina Meireles, explicou que a empresa tem mais de 9 500 colaboradores e que parte do trabalho é manter a sensibilização constante para a relevância das pautas de sustentabilidade, apontando os benefícios que nem sempre são tão fáceis de serem identificados.
+ Leia mais sobre o primeiro painel do Fórum VEJA RIO + Verde
A executiva destacou também a relevância da tecnologia para o Rio de Janeiro no contexto ambiental. “As telecomunicações têm tudo a ver com adaptação porque precisamos estar preparados para as enchentes ou secas intensas. Com isso, vamos montando uma estratégia de resiliência de rede para que a cidade e o poder público estejam sempre conectados, para que as pessoas possam receber os alertas devidos, o mais próximo possível do momento real”, detalhou.
Fórum VEJA Rio + Verde é uma realização da Editora Abril com apoio institucional da Prefeitura de Araruama e apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro / Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima.





