Os caminhos para enfrentar, com resiliência, as mudanças climáticas

Poder público, sociedade civil e iniciativa privada precisam se integrar neste momento, apontam especialistas em fórum de VEJA RIO

Por Renata Busch 26 jun 2026, 14h45 | Atualizado em 26 jun 2026, 14h47
Quatro mulheres sorridentes, de diferentes etnias e idades, posam em um palco com fundo verde e o título Soluções Verdes
Resiliência é fundamental: Anna Carolina Meirelles, head de ESG da Tim Brasil, Natália Boere, repórter de VEJA RIO, Fe Cortez, fundadora do Menos1Lixo, e Tainá de Paula, vereadora, participaram do painel (Leo Lemos/Veja Rio)
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Não basta apenas conservar, mas sim, restaurar áreas desmatadas na cidade ao longo dos séculos para que a cidade do Rio de Janeiro possa enfrentar os desafios da mudança climática nos próximos anos.

Essa é a percepção da secretária municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro no período de 2023 a 2026 e atual vereadora da cidade, Tainá de Paula, que integrou o segundo painel da 1ª. edição do fórum VEJA RIO + Verde, nesta quinta (25), no Grand Hyatt, na Barra.

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Mediado pela repórter Natália Boere, a mesa debateu o tema Soluções Mais Verdes: Como Preparar o Rio para os Desafios Ambientais.

Na visão da vereadora, o Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática do Rio de Janeiro representa uma virada de chave na estratégia de enfrentamento da mudança no clima.

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“No contexto dos alagamentos, ter mais árvores na cidade vai além da questão estética. Embelezar a cidade e pensar árvores na cidade do ponto de vista do agrupamento das novas áreas verdes é importante, mas enfrentar as ondas de calor até 2030, até 2050, é a nossa meta”, contextualizou.

Integrante do painel, a fundadora do Movimento Menos1Lixo, Fe Cortez contou para o público que se engajou na pauta ambiental ao ver um documentário e perceber que o mar, onde sempre mergulhou, teria mais plástico que peixe se não houvesse uma mobilização mundial para frear o consumo e ampliar o descarte correto desse material.

Por isso, ela defendeu a aplicação de multas para quem não adotar a separação correta do lixo, a exemplo do que ocorre em outros países.

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“Se a gente não tem como criar um benefício, que a gente implemente multa gradual, de acordo com o bairro onde a pessoa more. E que leve infraestrutura para lugares onde a coletiva seletiva ainda não chega”, afirmou.

A ativista contou que ao se envolver com a causa ambiental, decidiu que gostaria de fazer algo que não dependesse apenas de indústrias e governo, começando pela utilização de um copo não-descartável, dobrável e fácil de carregar. O hábito influenciou anônimos e famosos.

“A sustentabilidade, a agenda ambiental, a pauta climática é a agenda da vida. É dela que depende a economia, o bem-estar, a saúde. No final das contas, as decisões são tomadas por indivíduos”, avaliou.

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Fazendo coro a esse raciocínio, a head de ESG da TIM Brasil, Anna Carolina Meireles, explicou que a empresa tem mais de 9 500 colaboradores e que parte do trabalho é manter a sensibilização constante para a relevância das pautas de sustentabilidade, apontando os benefícios que nem sempre são tão fáceis de serem identificados.

+ Leia mais sobre o primeiro painel do Fórum VEJA RIO + Verde

A executiva destacou também a relevância da tecnologia para o Rio de Janeiro no contexto ambiental. “As telecomunicações têm tudo a ver com adaptação porque precisamos estar preparados para as enchentes ou secas intensas. Com isso, vamos montando uma estratégia de resiliência de rede para que a cidade e o poder público estejam sempre conectados, para que as pessoas possam receber os alertas devidos, o mais próximo possível do momento real”, detalhou.

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Fórum VEJA Rio + Verde é uma realização da Editora Abril com apoio institucional da Prefeitura de Araruama e apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro / Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima.

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