O passado nos absolve; recordar é viver; ou segue o baile?
Fiquei arrepiada com a homenagem ao carnavalesco Fernando Pinto no Salgueiro
No sábado das Campeãs, vendo as fotos dos carnavalescos no desfile do Salgueiro, o arrepio chegou quase no (número) 5 da Escala Richter ao avistar o querido e saudoso Fernando Pinto.
Senti a presença dele de tal maneira, que até a auto-sugestão concordou em sair à francesa, pra não atrapalhar o reencontro.
Lembrei de quando ele reinava absoluto como carnavalesco da Mocidade, de quanto amei desfilar lá, anos 1980; lembrei de quando Fernando nos dirigiu, na nossa primeira temporada teatral, janeiro de 1978, Teatro Tereza Rachel em Copacabana, com filas imensas e cambista na porta.
Lembrei também da foto de minha saudosa amiga Vania Toledo, no meu camarim, fotografando a mim e meu namorado da época, Raul Seixas… e lembrei até quando alguém nos informou que a polícia iria dar uma geral nos nossos Frenéticos camarins e dos músicos. Enfim, são muuuitas lembranças do convívio meteórico com Fernando.
Voltando ao Sambódromo, me emocionei bastante com a merecida vitória do Mestre Ciça da Viradouro, que começou como passista e há décadas é Diretor de Bateria, além de Mestre de Mestres.
Queria tanto que entre as seis escolas estivessem a Mocidade, homenageando Rita Lee, e a Unidos da Tijuca, sobre a incrível Carolina de Jesus, que temos seus livros para nos ensinar tanta coisa.
Rosa de Magalhães, no Salgueiro, e Ney Matogrosso, na Imperatriz, tudo muito emocionante.
A ancestralidade e suas religiões africanas deram um show na avenida!
Que aumente o respeito a todas sem exceção, que me lembra, direto sem escala, do escorpiano Nelson Cavaquinho:
“ O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente
É o juízo final a história do bem e do mal Quero ter olhos pra ver a maldade desaparecer”
Haja resiliência!







