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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

Roteiro: se os “Precogs” trabalhassem nas eleições brasileiras…

Quem não viu "Minority Report" ("A nova lei", 2002) precisa conhecer os seres capazes de enxergar crimes antes que aconteçam

Por Daniela 28 set 2026, 17h00 | Atualizado em 28 set 2026, 17h26
Três pessoas deitadas em cápsulas futuristas iluminadas por luz azul, usando capacetes tecnológicos. Uma pessoa está deitada de bruços ao fundo, e as outras duas de costas, uma de cada lado, em um ambiente de ficção científica
Os personagens do filme de ficção (./Reprodução)
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Quem não viu “Minority Report” (“A nova lei”, 2002) precisa conhecer os Precogs: na ficção, protagonizada por Tom Cruise, são três seres capazes de enxergar crimes antes que aconteçam. Em ano eleitoral, é tentador imaginar os três de plantão para saber o  que os políticos vão – e se vão – aprontar daqui a uns anos.

A ideia veio de uma coluna do jurista Lenio Luiz Streck para o ConJur, ao criticar a cobrança de que alguém deveria ter previsto os problemas futuros de uma pessoa com quem jantou ou apareceu numa foto. “Precisamos de Precogs, e com urgência”, sugerindo até uma “certidão negativa de antecedentes futuros”.

Ele cita a “incriminação por ricochete”, ou seja, a pessoa é julgada antes de cometer qualquer crime ou atos ilegais apenas por estar com pessoas que o fizeram, como até sugere a nota da coluna “Como se faz o teste da corrupção?”. “O problema é que parece estar surgindo entre nós uma ‘epistemologia’ nova (e bem mais ambiciosa, diga-se). Ela não se contenta em descobrir intenções ocultas. Quer exigir das pessoas uma espécie de conhecimento prévio sobre o futuro moral, empresarial e criminal de quem está sentado diante delas”, diz Lenio.

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