Roteiro: se os “Precogs” trabalhassem nas eleições brasileiras…
Quem não viu "Minority Report" ("A nova lei", 2002) precisa conhecer os seres capazes de enxergar crimes antes que aconteçam
Quem não viu “Minority Report” (“A nova lei”, 2002) precisa conhecer os Precogs: na ficção, protagonizada por Tom Cruise, são três seres capazes de enxergar crimes antes que aconteçam. Em ano eleitoral, é tentador imaginar os três de plantão para saber o que os políticos vão – e se vão – aprontar daqui a uns anos.
A ideia veio de uma coluna do jurista Lenio Luiz Streck para o ConJur, ao criticar a cobrança de que alguém deveria ter previsto os problemas futuros de uma pessoa com quem jantou ou apareceu numa foto. “Precisamos de Precogs, e com urgência”, sugerindo até uma “certidão negativa de antecedentes futuros”.
Ele cita a “incriminação por ricochete”, ou seja, a pessoa é julgada antes de cometer qualquer crime ou atos ilegais apenas por estar com pessoas que o fizeram, como até sugere a nota da coluna “Como se faz o teste da corrupção?”. “O problema é que parece estar surgindo entre nós uma ‘epistemologia’ nova (e bem mais ambiciosa, diga-se). Ela não se contenta em descobrir intenções ocultas. Quer exigir das pessoas uma espécie de conhecimento prévio sobre o futuro moral, empresarial e criminal de quem está sentado diante delas”, diz Lenio.






